Sou jornalista e filha única. Aficionada por Esporte e Saúde. Em mais de 20 anos de carreira fiz reportagens sobre diversos temas. Atualmente, colaboro com diversos canais digitais, todos ligados a temas deste Brasil Sênior. Também sou sócia-diretora na Tot Conteúdo Digital. Graças a esse histórico, pude mudar a direção da minha vida e estar perto dos meus pais para acompanhar o processo de envelhecimento deles. Esse blog é consequência disso. Escrever é uma paixão!
Não faz muito tempo eu indiquei aqui três eventos imperdíveis para 2019. Mas este Brasil Sênior ganha cada vez mais destaque e tem muita, muita coisa legal mesmo rolando. Tudo para promover a inclusão entre gerações e o envelhecimento ativo.
Num momento crítico para o País, no qual o atual governo dá um passo atrás ao extinguir o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, é importante destacar iniciativas da sociedade civil em prol da transição demográfica.
E qualquer mobilização nesse sentido é louvável porque nosso futuro é velho, sim!
Entre as novidades que trago quero destacar o lançamento do Papo de Velha Moderna. Trata-se de um canal criado pela amiga Sueli Gonçalves, em parceria com Mimi Matti, que chega para discutir as dores e as delícias de ser uma 50+ nesses tempos atuais. Dá uma espiada no que elas dizem!
Na mesma linha, outras empoderadas 50+ se uniram para criar o Dominique. No ar há quase 4 anos, o projeto abre espaço para as mulheres contemporâneas partilharem suas histórias. Como descreve sua fundadora Eliane Nahas: “Dominique vem para representar muitas mulheres. Ela é um personagem ficcional, mas conta histórias de verdade, que poderiam ter acontecido com você ou com sua amiga.”
E afinal, essas super poderosas estão hiper produtivas em todos os sentidos e sem muitas daquelas limitações impostas pela vida da jovem mulher.
Plataforma para conectar empresas aos profissionais 50+
Outra iniciativa que comprova a produtividade dos maduros é o Maturi Fest 2019, primeiro festival do empreendedorismo 50+ do Brasil. O evento tem as mãos de Mórris Litvak, do MaturityJob. Uma plataforma que nasceu para unir esses profissionais 50+ às empresas. Interessados podem se inscrever aqui.
A partir da próxima segunda-feira, dia 6 de maio, durante três dias, a cidade de São Paulo vai realizar a V Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, promovida pelo GCMI- Grande Conselho Municipal do Idoso, e presidida por Marly Feitosa, com apoio da Coordenação de Políticas para Pessoa Idosa, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, no Palácio das Convenções do Anhembi.
A participação é aberta para todas as pessoas idosas da cidade, mas a organização está trabalhando com a previsão de presença de mil pessoas, sendo que 830 delas de idosos e trabalhadores do setor, da sociedade civil escolhidas em encontros regionais, nos territórios das 32 subprefeituras, 120 vagas do governo e 50 para convidados.
O tema da conferência municipal será o mesmo da 5ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, prevista para ser realizada em Brasília, em novembro de 2019: Os Desafios de Envelhecer no Século XXI e o Papel das Políticas Públicas, que já foi debatido em mais de 300 conferências em todos os Estados, desde o final do ano passado.
Destaco ainda o 3º Simpósio da USP – Rumo ao envelhecimento ativo, promovido pela Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI), e coordenado pelo médico Egídio Lima Dórea. Ano passado eu participei e foi incrível. Muito aprendizado.
Este ano ele acontece no dia 16 de maio e traz um painel inteirinho sobre envelhecimento e tecnologia. Confere a programação!
Pra provar que velhice e tecnologia tem tudo a ver participei na sexta, dia 26 de abril, do Senior Geeks, no Campus do Google, em São Paulo. A proposta é usar a toda a parafernália tecnológica para conectar e não para excluir, ajudando os 60+ a desenvolver habilidades no mundo digital de forma simples e divertida, por meio de cursos, workshops e bate-papos. Uma iniciativa tão legal que ganhou aval do Google Startup Zone.
Também fui convidada a participar de um novo grupo de discussão batizado de Estação LongeVIDAde Ativa, pela Terezinha Augusta Carvalho, mestre em Gerontologia. Mais adiante prometo fazer uma relação dos grupos que discutem o envelhecimento no Facebook para quem tiver interesse, além de escrever mais sobre tudo que aprendi no Senior Geeks. Foi fantástico.
Gente, é tanta coisa incrível que tenho receio de esquecer…
É o caso do webnar – seminário online em vídeo, gravado ou ao vivo, e que geralmente permite a interação da audiência via chat – do Lab60+ com um pessoal bacanérrimo, capitaneado pelo Sérgio Serapião. Além da já citada anteriormente Virada da Maturidade, entre 11 e 14 de abril, um baita sucesso como sempre.
Em sua 4a edição, o evento se consolida como o primeiro e maior festival que promove o protagonismo dos idosos, com experiências e atividades gratuitas, celebrando uma vida socialmente mais ativa, com qualidade, independência, conforto e segurança.
Ufa! O tempo não para mesmo. E não é que o ano já está quase na metade? Isso me lembra um poema, que eu adoro. Quero me despedir com ele. Até a próxima!
Não são poucos os sinais de que até os países mais desenvolvidos enfrentam dificuldades para lidar com o envelhecimento. Reportagem recente da BBC mostra que aposentados japoneses têm cometido pequenos delitos em busca de abrigo nos presídios, onde recebem três refeições por dia e não tem nenhuma conta a pagar. O resultado disso é que quase um terço dos presos agora têm mais de 60 anos. E esse é apenas um aspecto das mudanças que ocorrem a partir da transição demográfica que atravessamos.
O fato é que nossa longevidade, associada à redução das crianças, implica em transformações profundas em todas as frentes. Assim, compreender o impacto global de um Brasil mais idoso será essencial para seu desenvolvimento.
Agora, se não é fácil administrar nem a família, imagina uma população que deve chegar a quase 65 milhões de pessoas em 2050, três vezes mais do que em 2010, segundo o IBGE.
É por isso que resolvi voltar aos bancos escolares para cursar Gerontologia. Mas e o Jornalismo? Calma lá! Dá para conciliar as duas coisas.
E, com certeza, serei bem mais útil para a sociedade adquirindo conhecimento para atender a demanda da população idosa, visto que o fortalecimento da área por aqui é vital para o País.
Você conhece a UNA-SUS?
Bom, tudo isso para contar que enquanto pesquisava as ofertas de cursos encontrei muita informação bacana. Também me matriculei na Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde pra sentir se daria conta dos estudos. Já ouviu falar da UNA-SUS?
Trata-se de uma plataforma que disponibiliza conhecimento e atualização para diversos profissionais gratuitamente. E da qual eu recebi hoje o certificado do curso Envelhecimento da População Brasileira – 2019.
Espero sinceramente que esse seja apenas o primeiro de muitos!
Embora nesta Casa eu tenha aprendido muito com a convivência de dois maduros – como agora são chamados os idosos -, entender a gestão da longevidade, do ponto de vista teórico, é essencial para tomada de decisões que afetarão minha vida futura. E, de quebra, é uma baita ginástica para minha mente.
Musculação para o cérebro
Porque não é só corpo que precisa se exercitar, não! E estudar, seja lá qual for o assunto, é musculação para o cérebro.
Se você exerce o papel de cuidador na família, super recomendo os cursos a distância da UNA-SUS para entender melhor esse contexto. O sistema foi criado em 2010 para atender às necessidades de capacitação e educação permanente dos profissionais que atuam no SUS. Mas extrapolaram essa barreira.
E hoje há opções para qualquer profissional. Mesmo os maduros interessados em conhecer melhor esta fase da vida podem acompanhar sem grandes dificuldades alguns programas na plataforma.
É importante pra todo mundo porque a gestão do envelhecimento demanda compreensão das mudanças do corpo; avaliação das condições psicológicas e sociológicas; conhecimento dos direitos humanos; além da percepção do impacto que a arquitetura de um ambiente causa no indivíduo.
Essas e outras questões são da alçada de um gerontólogo, que é bem diferente de um geriatra. A Geriatria, por sua vez, é uma especialidade médica que estuda doenças ligadas ao envelhecimento.
“Costumam achar que gerontólogo é dentista ou médico, além de confundirem com geriatria”.
Eva Bettine, presidente da Associação Brasileira de Gerontologia
Eva trabalhava com tecnologia da informação (TI) quando decidiu, por volta dos 50 anos, que começaria uma nova carreira. Assistindo à televisão, viu uma reportagem sobre os novos cursos da USP e se interessou por Gerontologia. “Acredito que a área tem o papel social de atender à demanda da população idosa, que antes não tinha muita qualidade de vida. Era como se a morte fosse ludibriada com as inovações médicas, mas não havia um ganho real”, conta.
Diversas áreas do saber
Sempre esteve claro para o professor Henrique Salmazo, da pós-graduação em Gerontologia da Universidade Católica de Brasília, a necessidade de investir nos estudos para consolidação da carreira como ciência e profissão. “Hoje, não se trata de demanda apenas de profissionais da Saúde”, diz.
Os interessados pelo curso, assim como esta que vos escreve, pertencem a diversas áreas do saber, incluindo economia, direito, psicologia, serviço social, entre outros.
Salmazo decidiu a carreira por uma questão muito afetiva: “Meus avós representam sabedoria, escuta e acolhida. Cuidar deles, para mim, era um privilégio”. Durante a graduação, teve oportunidade de participar da criação da Liga Acadêmica de Gerontologia e da Associação Brasileira de Gerontologia, onde ocupa o cargo de vice-presidente.
Em seu mestrado, realizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, teve o desafio de implantar e coordenar a Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) no município de São Paulo. Depois, ajudou na implantação de centros-dia para idosos e nos grupos de trabalho que debatiam a regulamentação do exercício profissional do bacharel em Gerontologia.
“Creio que todos nós somos formadores de opinião para que o envelhecimento seja um processo assistido, orientado e bem cuidado”, afirma Salmazo, que está trabalhando em três projetos científicos na área.
Aprender para empreender
Jullyane Marques fez sua graduação e mestrado na USP. Agora, atua como diretora operacional e co-fundadora de uma empresa de cuidadores e home care, a Onix – Gestão de Cuidado ao Idoso. “Tudo o que o familiar não pode fazer, a gente faz. Desde acompanhar a pessoa idosa em passeios até pensar em como melhorar o ambiente domiciliar para aqueles que são mais dependentes”, conta.
Neste cenário, o gerontólogo cumpre papel de gestor que visualiza, ao menos, três pontos de vista: paciente, família e cuidador. “O papel da empresa também pretende evitar a opressão de um desses em relação ao outro. Para isso, a comunicação é um fator primordial”, explica.
Ela destaca que o gerontólogo sugere o encaminhamento do cuidado e supervisiona a situação, enquanto o cuidador cumpre uma tarefa mais operacional. Um grande desafio para ambos, entretanto, pode ser no entendimento da família com relação ao trabalho que estão exercendo.
“Algumas famílias ficam receosas com a presença de um gerontólogo em meio ao ambiente familiar. Não entendem que, para melhorar a qualidade de vida do paciente, temos que entender a situação por completo”, explica Jullyane.
Uma carreira, muitos caminhos
A cuidadora Tânia Maria Menezes de Oliveira acompanha Nazareth há quatro anos. A rotina de 12 horas compreende banhos, refeições e passeios. “Com 95 anos de idade, por conta da velhice natural, ela está precisando cada vez mais de cuidados. Tem dias em que ela está, assim como hoje, um pouco mais sonolenta, mas em outro está conversando bastante.
Tânia fez um curso de cuidados à saúde do idoso, no qual aprendeu a parte técnica da profissão. A escolha foi feita devido a uma identificação com idosos e de amor ao cuidado com o outro.
Tiago Nascimento Ordonez trabalha como coordenador do Centro de Convivência Municipal da Pessoa Idosa (CCMI) de Diadema. Ele elabora atividades que acontecem no local e pensa em políticas públicas na área. Uma de suas funções preferidas é organizar intervenções que abordam conceitos de intergeracionalidade.
“É importante para romper com estereótipos, por exemplo, o de crianças acharem que só existem idosos lentos e doentes. O intuito é relembrá-las de que uma pessoa idosa já foi uma criança antes”, afirma.
Quanto à gestão de políticas públicas para a pessoa idosa, Ordonez acredita que o Brasil está caminhando para isso. Ele fez uma especialização em Estatística e utiliza esse conhecimento para argumentar e realizar os projetos do equipamento público com base em dados reais: “fornece maior credibilidade”.
Ele estudou na segunda turma do curso de Gerontologia da EACH. Enquanto estava na graduação, teve a oportunidade de ajudar na implantação da Universidade Aberta à Terceira Idade da USP, no campus da zona leste de São Paulo, onde estudava. O convite foi feito pela professora Meire Cachioni, coordenadora do projeto.
De acordo com ele, é um pouco similar ao trabalho que realiza atualmente, no sentido de desenvolver grupos de encontros com temas que “agregassem para o bem-estar da pessoa idosa, além da Universidade servir como um centro de convivência social.” Ordonez se interessou por Gerontologia exatamente por ser uma profissão que permite o contato humano a partir de um papel de gestor.
Função estratégica
Tamiles Mayumi Miyamoto trabalha em uma operadora de saúde com foco em pessoas idosas. Ela é responsável por elaborar um plano de gestão da saúde do idoso. Uma de suas principais ferramentas são os indicadores de especialidade médica. “Faço um trabalho de analista de dados, o intuito é olhar de forma integrada aquilo o que está acontecendo com a pessoa idosa”, conta.
Um gerontólogo não precisa, necessariamente, ter contato direto com o paciente. É uma função mais estratégica. Ela ressalta que a formação compreende o entendimento do processo do envelhecimento e isso pode envolver muitos cargos diferentes dentro de uma mesma profissão.
Antes de fazer parte da operadora de saúde, Tamiles trabalhava em um núcleo de convivência do idoso. “Era uma ONG vinculada ao setor público. Nela, eu realizava um papel de gerenciamento de pessoas idosas e por isso tinha bastante contato com elas. Foi algo que trouxe bastante aprendizado, bem como o que faço agora no mundo corporativo”, conta.
Tamiles decidiu fazer Gerontologia na USP por ter uma preocupação com os idosos tanto no quesito psicológico quanto social. “Muito advém da vivência no dia a dia, como em transporte público, shoppings e mercados. É notável que a população idosa está cada vez maior.”
Estou de volta depois um tempinho ausente. É que estava trabalhando no novo Casa de Mãe, que acaba de completar um ano. Pode ser que não se note tanta diferença estética, mas o “backoffice”, como se diz, está mil vezes melhor. Agora não é o que tempo faz do lado de dentro da gente. O “backoffice” do nosso corpo se transforma automaticamente com o passar dos anos. É o natural da vida, já que não inventaram nenhum tipo de botox pro pulmão, pro coração ou pro intestino. Ainda!
Eu trago esse assunto porque participei no último sábado de um congresso de Radiologia, em São José do Rio Preto. Os organizadores trouxeram um painel inteirinho dedicado ao envelhecimento. Pra quem não sabe, a Radiologia é a área médica que usa imagem para diagnosticar e tratar doenças.
Nem preciso dizer que foi muito produtivo porque é sempre gratificante ter acesso ao conhecimento. Espero conseguir compartilhar um pouco desse aprendizado.
Que tal começar observando a diferença entre um pulmão de 25 anos e um de 75 anos, na foto abaixo:
Sim! É isso que você está vendo. O envelhecimento modifica anatomicamente e fisiologicamente nosso interior. Mas eu nunca tinha parado para pensar sobre o meu lado de dentro – nossa retaguarda.
Esse é um desafio que foi apresentado aos novos profissionais, que precisam entender as modificações dos órgãos nos idosos. Como tudo muda de forma, a mecânica de coisas simples, como respirar, por exemplo, fica naturalmente diferente.
Reconhecer essas mudanças é fundamental para não tratá-las como patologia e realizar um diagnóstico preciso.
Sim, porque o diagnóstico por imagem ganhou precisão com equipamentos como ultrassonografia, tomografia computadorizada, medicina nuclear, radiologia intervencionista e ressonância magnética. Mas é óbvio que tudo isso exige qualificação profissional.
De nada adianta tanta tecnologia sem formação adequada. Porque um monte de dados não vale de nada se não houver um bom analista para interpretá-los.
Taí um lado bom do envelhecimento da população. A gestão de pessoas idosas abriu um campo de especialização em diversos setores da cadeia produtiva. A Gerontologia é hoje uma das áreas de maior crescimento.
Agora, sem investir em Pesquisa & Desenvolvimento também, muito pouco se poderia fazer em prol do bem-estar do idosos. É preciso entender que a tecnologia é uma ferramenta fundamental para as diversas condicionalidades e demandas inerentes ao processo de envelhecimento.
Tecnologia em favor da longevidade
Um exemplo disso é o tomografo da GE Healthcare que consegue capturar imagens detalhadas do interior do corpo humano na velocidade de um único batimento cardíaco. Para se comparar, os modelos tradicionais precisam de cinco a 13 batidas.
Por ser mais rápido, com maior cobertura, permite fazer exames mais precisos em pacientes como crianças que se mexem muito ou idosos que não conseguem prender a respiração.
O que essa dobradinha – profissionais gabaritados e tecnologia de ponta – proporciona?
Simples: maior longevidade, melhor qualidade de vida, detecção precoce de doenças, tratamentos mais eficazes, menos invasivos e mais seguros, além da redução do tempo de internação hospitalar e da mortalidade.
A Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed) destaca ainda os transplantes realizados aqui, que deram respeitabilidade mundial ao Brasil. E o sistema de neuronavegação, um conjunto de tecnologias assistidas por computador que possibilita a ressecção de tumores cerebrais permitindo cirurgias com maior segurança em locais do cérebro de difícil acesso.
Outros avanços importantes como produtos para audição, medidores de insulina e marcapassos, para citar alguns apenas, revolucionaram a saúde fora do ambiente hospitalar. E novos players devem continuar trazendo mudanças no mercado de saúde.
Os serviços de monitoramento remoto de pessoas deverão ser ampliados. A radiologia intervencionista tende a ser a nova cirurgia. A robótica ganhará espaço assim como a genômica. A telemedicina deverá se intensificar.
A minha dúvida é: será que só quem tem dinheiro terá acesso? Espero que não! Como a internet que hoje beneficia quase 4 bilhões de pessoas no mundo, espero sinceramente que milhões de pessoas de áreas mais distantes do País possam ser atendidas remotamente e ganhar qualidade de vida.
Eu não sei ao certo quando isso aconteceu. O momento em que me tornei a minha mãe. É claro que não foi uma transformação completa, mas quando me olho no espelho vejo muito dela. Não estou falando de aparência não, embora tenha herdado muitos traços também. Falo de atitude, comportamento mesmo. Eu tenho orgulho disso e nem me importo mais.
Sabe por quê?
Pensando bem, se ela não fosse como é eu não seria eu quem eu sou.
Ela me deu bons exemplos nas grandes questões da vida. Naquelas que realmente importam. Graças aos princípios dela construí meu caráter e minha índole. Minha essência boa foi cultivada e é isso que importa.
Porque as pequenas coisas a gente tira de letra, né?
E a cada dia que passa eu entendo mais minha mãe. Entendo mais as atitudes dela, compreendo melhor cada não e cada sim que ouvi ao longo da minha vida ao seu lado. Era tudo aos moldes dela, dentro de seus limites daquele momento.
Acho que é mais fácil perceber isso quando se tem filhos. Eu não tenho, mas essa proximidade com os bons velhinhos me fez me colocar no lugar deles várias e várias vezes.
Eu fico imaginando um filho meu chegar em casa com mais uma tatuagem no braço, por exemplo. Ou me contando que fumou maconha. Mesmo que eu não retaliasse, faria um drama absurdo…
Olha eu aí sendo igualzinha a minha mãe!
Seria exatamente o que ela faria comigo. Só que as coisas mudam. Os tempos são outros e hoje talvez ela até tivesse uma atitude diferente. O que requer de mim outra postura também diante da minha mãe.
Vai saber se logo mais ela não me aparece com uma tatuagem ou um piercing por aqui! Vai saber…
Esses velhinhos andam tão modernos! Porque ela também mudou e está toda diferentona. Pra “frentex”, como ela diz agora de posse de seu aplicativos e fazendo bom uso da internet. Então , o lance é pegar leve.
Mas tem coisas que não mudam mesmo. De jeito nenhum. Nunquinha. Esses dias me peguei pensando em quais atitudes eu me pareço mais com a minha mãe. Não achei uma só não, mas uma lista de comportamentos que provam que estou igualzinha a ela. Quer ver?
# A louca da localização
Peço pros amigos mandarem mensagem quando chegam em casa. E pros filhos também! Bendito Whatsapp, né gente? Imagina ter de ficar ligando pra todo mundo pra ter algum sinal de vida? Porque era assim na época da mamãe…
# Vai sempre fazer frio
Digo pra todo mundo levar uma blusa pra sair. Todo mundo mesmo! Virou meio mania, sabe? Outro dia o filho de uma amiga ia pra balada e me peguei recomendando ao garoto levar um casaco… Oh my God!
# Ai minhas manias…
Tenho hábitos estranhos como separar duas buchas para lavar louças: uma delas só para os copos. E deixo isso anotado para quem quiser ver. Não ouse misturar as duas. Tenho a impressão de que o copo não ficará bem limpo. TOC? Que seja!
# Gentileza gera gentileza
Não me conformo com falta de gentileza.Taí uma coisa que não faço questão de mudar. Tem de ser gentil sim! Seja homem ou mulher. Minha mãe sempre prezou pelas pequenas gentilezas como abrir a porta do carro pra ela. E eu também.
# Mas quem é mesmo?
Troco nomes. Eu sei que isso é imperdoável, mas não é por mal. E os nomes nem costumam ser parecidos. Chamo Marta de Solange e assim por diante. Não sei de onde tiro isso. Cismo que a pessoa tem cara de Marta mesmo chamando Solange e aí lascou-se.
# Sem memória
Repito a mesma história um monte de vezes. Repito e repito e repito. Sempre como se fosse a primeira vez. E fico surpresa quando o ouvinte não faz cara de surpresa. Por que será, né?
E vocês? Já pararam pra pensar quais são suas semelhanças com as suas respectivas?
O envelhecimento da população impõe mudanças e novas necessidades em todas as áreas, inclusive na jurídica. Diante dessa realidade, a Associação Brasileira Do Cidadão Sênior (Abracs), a ATIVEN, e o Aging 2.0 São Paulo, em parcerias com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e o Programa de Envelhecimento Ativo Universidade de São Paulo (USP), promovem o seminário “Interdição Judicial Da Pessoa Idosa – Proteção Ou Exclusão Social?”.
O número de idosos no Brasil cresceu, em média, 20% nos últimos 5 anos e já ultrapassou a marca de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2017. Segundo o IBGE, a partir de 2039, haverá mais pessoas idosas que crianças vivendo no país.
“É um desafio enorme para a sociedade brasileira, pois estamos envelhecendo rapidamente sem que tenhamos nos preparado adequadamente para viver essa situação”, diz o presidente da Abracs, Mauro Moreira de Oliveira Freitas, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos da OAB do Distrito Federal.
De acordo com ele, os desafios são enormes para os futuros governos e sociedade, pois terão que atender rapidamente demandas de uma importante parcela da população que estará idosa e exigirá serviços e condições especiais de vida que a legislação garante, mas que ainda hoje não dispomos.
Além disso, o fato da população estar vivendo cada vez mais gera situações desafiadoras na sociedade e na própria família, com as quais não estamos acostumados a lidar. É o caso da probabilidade de ocorrência de doenças típicas de quem vive mais, como a demência.
Com o acelerado envelhecimento da população, cresce exponencialmente a incidência e prevalência de processos demenciais que podem comprometer parcial ou totalmente a função cognitiva global e manutenção das atividades diárias que garantem autonomia e proteção.
A demência, segundo dados de especialistas, pode se apresentar em 5% dos indivíduos acima de 65 nos e em 20% ou mais dos indivíduos acima de 80 anos. É exatamente nesse contexto que entra a necessidade de proteger o idoso com medidas protetivas, como a interdição judicial, que exige uma cuidadosa avaliação clínica e neuropsicológica que autorize embasar medidas judiciais recomendas.
A ideia do seminário é justamente reunir experientes profissionais da área da saúde e jurídica para informar e discutir os requisitos e caminhos necessários para proteger o idoso, em caso de incapacidade parcial ou total para os atos da sua vida civil, por meio da interdição judicial.
“É importante conhecer esse instrumento legal para que não se torne ferramenta de uso inadequado em disputas com outros fins que não o de proteger o idoso”, afirma Freitas.
O evento está marcado para o dia 14 de fevereiro de 2019, das 09:00 às 12:00, no Auditório do Instituto de Energia e Ambiente da USP, na Av. Professor Luciano Gualberto, nº 1289, Vila Universitária.
A abertura será realizada pelo Ministro José Gregori, ex-Ministro da Justiça e atual Coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo – USP.
Queria começar assim este 2019. Com algo inspirador como o palavreado de Cora Coralina. Confesso que não é fácil diante das circunstâncias atuais a que todos nós, independentemente da idade, estamos submetidos.
Mas o universo também pode conspirar a favor e, de vez em quando, recebemos de braços abertos aqueles pequenos sinais que nos enchem de esperança…
Coisinhas miúdas, que passam despercebidas diante da avalanche de afazeres na volta à rotina.
Faz dias que tenho pensado num tema para abrir essa Casa neste novo ano. Muitos assuntos vêm à cabeça, é claro. Aliás, tenho levantado de madrugada para anotar os pensamentos porque de manhã eles se foram.
Graças a Deus os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro comprovaram que a Irisina, o hormônio do exercício, realmente protege contra o Alzheimer. Mas porque eu estava falando disso mesmo?
Brincadeira à parte, esse é um assunto extremamente importante. Embora eu tenha deixado para depois, vale sim uma apuração mais precisa.
Outra notícia inspiradora é a abertura das inscrições para as oficinas da Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade de São Paulo. Todo semestre tem um monte de curso bacana por lá. Já viram?
Novidade ainda é o começo da minha colaboração para Dominique. Um projeto bárbaro para mulheres de 50 plenas e inspiradoras, que mostram na prática o poder da maturidade.
No fim das contas, e além das preocupações corriqueiras, temos aí um ano inteirinho para dividir as nossas angústias, debater novidades e buscar as soluções. Mas o tempo corre tão rápido, não é mesmo! Quando menos se espera, cá estamos pensando no recesso de final de ano outra vez.
E não é que já se passaram 365 dias do meu recomeço como cuidadora de pais e da minha mudança, de volta para a Casa de Mãe, o embrião desse canal…
Muita coisa rolou, mas estar aqui dividindo tudo com vocês é uma das melhores partes. Me ajuda muito a superar as dificuldades. Por isso, nada como um pequeno balanço das coisas que ficaram para trás e das coisas que gostaria de priorizar na lista de ano novo.
Depois de abandonar a minha vida em São Paulo, que sempre foi meu porto seguro, tive de aprender a deixar pra trás a cobrança em ser perfeita em todas as áreas. Não se pode ter tudo. Não numa única existência!
Acho que o lance é rir mais de si e levar as mudanças com mais leveza. Na boa, aflições vão e vêm.
A vida não pode ser traçada numa planilha e as resoluções consideradas metas que precisam ser batidas. É preciso reconhecer que a gente é o que é: seres imperfeitos, que mudam sim de opinião. Sem carregar culpa.
Às vezes a gente se transforma aos pouquinhos. Devagar mesmo! E sou dessas que gosta de comemorar cada pequena mudança, cada pequena conquista. Afinal, creio que viemos a este mundo para evoluir.
É por isso que não vejo problemas em repetir algumas resoluções todo ano. Sou brasileira e não desisto nunca! No final todo mundo quer é a mesma coisa: ser feliz…
Então veja minha listinha, seus níveis de dificuldades e inspire-se. E não se cobre tanto! Se não der pra fazer tudo logo logo 2020 pinta por aí! Com um monte de novos desafios para fazer a gente crescer mais um tantinho.
1. Perder peso. SEMPRE
2. Comer, beber ou aprender algo novo. FÁCIL
3. Guardar dinheiro. NUNCA SAI DA LISTA
4. Ser feliz mesmo sem guardar dinheiro MUITO POSSÍVEL
5. Definir uma meta atlética acessível como uma meia-maratona internacional ou aprender a nadar no mar. DESAFIADOR
6. Apaixonar-me. DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL
7. Ler mais. FÁCIL
8. Beber menos. MUITO DIFÍCIL
9. Ter mais paciência com as pessoas, principalmente com meus pais. SERÁ QUE UM DIA CONSIGO?
10. E, finalmente, não se levar muito a sério e recomeçar ( E RECOMEÇAR) quantas vezes forem necessárias!!!!
Envelhecer é uma novidade. Achou essa frase contraditória? Saiba que nesse exato minuto, enquanto milhões debatem a forma de lidar com a geração millennials, o planeta envelhece. Os números não mentem.
No planeta, há 962 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Os prateados no Brasil já alcançaram 30 milhões de pessoas, surpreendendo as estatísticas do IBGE que apontava essa marca apenas em 2015.
O Brasil é um dos países com um envelhecimento populacional mais acelerado do mundo. Em 32 anos, o país será o sexto com maior parcela da população 60+, estando à frente de todos os países em desenvolvimento.
Para assessorar as marcas a se conectarem com esse mar de gente, a consultoria de marketing especializada no público sênior, Hype60+ lança um calendário com oportunidades para as empresas se relacionarem com os maduros e ficarem por dentro das novas tendências do mercado, gerar insights, fomentar o networking e conhecer o grupo de consumidores que mais cresce no país e no mundo.
Os 60+ hoje representam quase 20% do consumo, movimentando cerca de R$ 1,6 trilhão, segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estatísticas. Dados do Bank of America Merrill Lynch apontam que a silver economy tem movimentado, no mundo, cerca de US$ 7,1 trilhões anuais, o que confere à economia prateada o status de terceira maior atividade econômica do mundo.
“O calendário Hype60+ 2019 é fruto de uma necessidade dos empreendedores e profissionais de marketing que desejam desenhar as estratégias corretas para atender e se relacionar com o público maduro, mas ainda não tem segurança sobre as melhores opções”, explica Bete Marin, cofundadora da consultoria de marketing Hype60+.
Ela diz que para ajudar as marcas foi feita uma seleção criteriosa dos eventos levando em consideração quatro princípios que orientam as estratégias de marketing bem sucedidas para este público: Protagonismo, Relacionamento, Diversidade e Inovação.
Os encontros, que acontecerão de março a outubro de 2019, contam com atividades e experiências que as marcas poderão oferecer, sempre com o objetivo de promover qualidade de vida e bem-estar para os participantes convidados.
A programação começa no dia 08 de março com o Dia Internacional da Mulher, que, pela primeira vez colocará as mulheres da geração baby boomer no centro da homenagem. O conteúdo do evento Beleza Pura foi desenhado a partir de um estudo que aprofundou questões sobre como se sentem, o que desejam consumir e como querem ser atendidas as mulheres com idade de 50 anos ou mais, realizada pelo Hype60+ com o Instituto da Clarice Herzog em novembro de 2018.
Na sequência, entre os dias 11 e 14 de abril, acontecerá o evento Virada da Maturidade que, em sua quarta edição, espera superar os números das edições anteriores: + 50 mil visitantes, em mais de 100 espaços na cidade de São Paulo, com mais de 400 atividades especialmente desenhadas, levando em consideração a diversidade do público sênior.
E para encerrar o calendário, os profissionais do Hype60+ contaram com a experiência e estrutura do Grupo Couromoda, uma das mais importantes organizadoras de feiras de negócios e congressos profissionais, que vai realizar um evento pioneiro, que irá unir as marcas aos consumidores 50+, durante a semana do idoso em São Paulo: Longevidade Expo + Forum, de 28 de setembro a 1o. de outubro (Dia Internacional das Pessoas Idosas).
A empresa realiza eventos nos setores de calçados e moda (feiras Couromoda e São Paulo Prêt-à-Porter), beleza e cabelos (Hair Brasil) e é a criadora também da Hospitalar, evento do setor de saúde hoje integrado ao portfólio da UBM/Informa Group, organização internacional que participa como apoiadora da Longevidade Expo + Fórum.
A expectativa da consultoria é que os eventos somados possam atrair mais de 75 mil participantes e fomentar o ecossistema da longevidade com mais de 500 parceiros.
Eu conheci a Vania Ferrari num evento para líderes empresariais no Rio de Janeiro, no qual fui mestre de cerimônia. Nunca mais deixei de acompanhar seu trabalho. Como ela mesmo se descreve, no site da Pensamentos Transformadores, é inteligente, bem-humorada e, eu diria, tem o dom não só acordar, como de sacudir a plateia. Não tem receio de rir alto, provocar e incomodar.
Tudo para desenvolver lideranças capazes de promover um ambiente corporativo mais feliz. É dela o vídeo compartilhado aqui. Acho que serve de inspiração para todas as idades. Sem mais delongas :-), fiquem com ela!
“Eu gosto de gente nova. Mas eu gosto MUITO MAIS de véio ! Lembrando que os idosos de hoje não são mais os mesmos de antigamente: são muito mais antenados, saudáveis, cultos, sábios e dinâmicos. Então, porque a gente não contrata pessoas acima dos 50, 60, 70 anos ?”
Conheci o Marião ( como gosta de ser chamado o cara aí da foto), já com mais de 60 anos, na assessoria esportiva Enjoy Running, onde treinei por muito tempo. Foi ali, no Parque do Ibirapuera, que acompanhei sua evolução, saindo do sedentarismo até se tornar maratonista. Sim, 42.195 KMs feitos com uma alegria contagiante. Vou convidá-lo para escrever um depoimento aqui para o Casa de Mãe. Acho sua caminhada algo inspirador.
Claro que ele não é o único a superar limites numa fase da vida até pouco tempo considerada avançada demais para alçar novos voos. Citei o percurso do Mario porque corremos juntos, de igual pra igual, independentemente da idade. E comigo correram outras tantas pessoas mais jovens e com capacidade física completamente diferentes. Mas a corrida, democrática que é, nos uniu. E nos tornamos um grupo de apoio, carinhosamente batizado de Família Enjoy.
Qualquer um de nós que já ultrapassou a barreira dos “enta” sabe que tem muito a ganhar com essa atividade física frente ao envelhecimento. Só precisa se tornar um hábito para que a gente possa promover a saúde e prevenir doenças. Não adianta ser corredor de fim de semana, não!
Agora, está comprovado que correr regularmente ajuda a melhorar o funcionamento do sistema cardiovascular, o que evita doenças como infarto e AVC. Achou pouco? Ao aumentar o condicionamento físico, a corrida fortalece os músculos e os ossos, prevenindo a sarcopenia e a osteoporose, além de auxiliar no controle do colesterol. Todas aquelas coisas que, vamos combinar, a gente sabe que vão aparecer com o tempo.
Mas o melhor de tudo eu ainda não contei! Ela inunda o nosso organismo com endorfina, hormônio que causa sensação de bem-estar. Tem droga melhor?
Li, ainda, que alguns cientistas juram que correr regularmente reduz mudanças na estrutura cerebral relacionadas ao envelhecimento e pode até levar ao surgimento de novos neurônios. Só isso já seria o suficiente pra animar a gente a dar a largada para abraçar esse novo hábito.
Mas antes de dar o primeiro passo é preciso alguns cuidados básicos. Se você nunca correu, comece com um teste ergométrico – aquela avaliação cardiológica para identificar como o organismo reage ao exercício. E isso não é tudo. Depois de certa idade, é preciso seguir algumas regras para praticar atividade física com segurança.
Veja quais são:
Faça check-ups médicos regularmente (a cada seis meses ou um ano).
Busque orientação de um profissional de educação física para realizar os treinos. As assessorias de corrida hoje são bem acessíveis e permitem a formação de grupos.
Prefira sempre correr acompanhado. Além de ajudar a construir novas amizades, isso é bom para sua segurança.
Mantenha uma alimentação equilibrada e adequada para as necessidades do seu organismo. Por isso, é importante se consultar com um nutricionista.
Respeite os limites do corpo. A qualquer sinal de dor, tontura ou mal-estar, pare. Procure um médico.
Beba água ao longo do dia e também durante o treino, para ficar bem hidratado.
Procure correr em percursos que não possuem muitos obstáculos, como buracos, degraus e pedras. É bom prevenir tombos.
Evite fazer atividades físicas nas horas mais quentes do dia, entre 10h e 18h.
Inclua no seu treino exercícios que contribuam para o ganho de força e equilíbrio, como musculação ou pilates.
Escolha o tênis adequado, de acordo com seu tipo de pisada: neutra, pronada ou supinada. Prefira modelos com solado macio para absorver o impacto e, assim, evitar lesões nas articulações, principalmente no joelho.
A melhor maneira de se certificar de sua pisada é procurar um médico ortopedista, de preferência especializado em tornozelo e pé. Caso alguma doença seja diagnosticada, é necessário fazer testes com um fisioterapeuta especializado em baropodometria, que é a análise de marcha.
Outra dica valiosa é não usar tênis apertado e nem folgado demais. Quando experimentar, verifique se que existe uma folga de cerca de 1,5 cm entre o dedo grande e a ponta do calçado.22
E nada de estrear tênis na primeira corrida, hein!
Cinéfila desde sempre, acho que o cinema, assim como a literatura, ajudou a moldar o que sou. Desde que pesquisei os livros que tratam do processo de envelhecer, tenho pensado nos filmes… Mas achei essa seleção maravilhosa, muito melhor do que eu imaginava fazer. Então, decidi compartilhar. É assim que o baile segue, não é mesmo? Na colaboração. Não assisti vários dos indicados aqui e agradeço o #PalavrasDeCinema pela lista! Há quem critique, mas sem uma pauta, um guia que seja, não sou capaz de cumprir as tarefas do dia. Quem também ama listas? #LoveLists
Da comédia ao drama profundo, a velhice nem sempre tem sido tratada com constância no cinema. É comum atores com idade avançada ocuparem personagens coadjuvantes e com dramas que passam longe do seio da história. Às vezes são mordomos, feiticeiras ou, em muitos casos, guias espirituais ao herói jovem e galã.
Os mais velhos, quando no centro, deram luz a grandes jornadas, com ensinamentos aos mais jovens, com aprendizado adquirido com o mundo bruto – como se vê nas obras-primas Morangos Silvestres e Viver. Alguns filmes não são fáceis: levam a pensar na morte, momento em que se pode deixar uma marca ou apenas aceitar o fim.
Os filmes abaixo deixam marcas com personagens maldosas, bem humoradas, muitas vezes como crianças desamparadas, perdidas entre os sinais da juventude. A velhice, no cinema, deixa motivos para comemorar – pelo menos do ponto de vista cinematográfico. É o que se constata em 25 filmes incríveis.
25) Nebraska, de Alexander Payne
24) O Último Pistoleiro, de Don Siegel
23) Ensina-me a Viver, de Hal Ashby
22) Uma História Real, de David Lynch
21) Up: Altas Aventuras, de Pete Docter e Bob Peterson
20) Uma Dupla Desajustada, de Herbert Ross
19) E se Vivêssemos Todos Juntos?, de Stéphane Robelin